segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

A vida como ela é!

Tu podes fazer de tua própria vida o que quiser. Para tudo há justificativas, mesmo pra ti. Quer dizer, mesmo que os outros não importem, ainda assim há as tais justificativas pra ti mesmo. E há. Sempre há. Tu podes dizer que não podes tirar férias, pois precisas guardar dinheiro pro futuro. Tu podes permanecer de calça e de tênis, mesmo quando poderia estar de calção, sem camisa e de pés descalços.
Ninguém tem nada a opinar sobre tua vida, tuas decisões, o que tu comes ou bebes, que músicas tu ouves, que programas tu gostas.
Se tu gostas de janelas fechadas, escuridão, silêncio completo... quem tem alguma coisa a dizer contrariamente?
Há motivos - sempre - pra deixar tudo do jeito que está.
Mas - e sempre tem um 'mas', até pra ti mesmo - há situações em que tu te deparas com a possibilidade. E se...?
...

Às vezes a gente só se dá conta de ter vivido uma experiência ímpar depois de ter se permitido.

...

Nota sobre as fotos: um tem perfuração de tímpanos e não pode deixar água entrar nos ouvidos. Outra tem fobia inexplicável de água corrente.
Repare nas feições de infelicidade, dor e medo:

Ah, a cascata fica em Erechim e a entrada ao parque é de cinco pilas...

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Prazeres quase carnais...

Annona atemoya.jpg

Dei um tempo na loucura ociosa do funcionalismo, meio da tarde, calor saárico, e fui às frutas. Desde que estou aqui, dedico-me diariamente a elas, na tentativa de reduzir a fome voraz das horas do meio-dia e à noite. Além do mais, sei dos benefícios e talz.
Tenho investido nas chamadas "frutas da estação", até por serem mais baratas nesta época. Sendo assim, tenho-me fartado de uvas nas últimas semanas.  Hoje, no entanto, saí fora do padrão. Comprei o que me parecia ser uma tradicional fruta-do-conde. Conheci tal fruta ainda na meninez, chamada fruta-da(e)-China (com C maiúsculo, pra não confundir com certas gaúchas despudoradas) e, um pouco depois, morando na 'pitoresca' (como diria meu pai) Ibirubá, ariticum.
Chegando no caixa, a registradora cobra-me uma ATEMOIA (é "ó", mas pela nova regra,,,). E eu: "O quê? - Isso é ariticum!" A moça do caixa: "É quase igual, mas é atemoia...", meio sem graça, interpretando meu pensamento de reprovação: "nome pomposo pra enganar ignorantes".
Era por unidade, custou 3 reais e 68. Lembrei-me que, não faz muito, havia comido uma fruta-do-conde (que, convenhamos, também tem nome pomposo), ainda em Caxias e o preço não era tão diferente.
Voltei ao IFRS, sentei-me nos bancos dos fundos do prédio, ao som do canto dos canarinhos, longe da 'trabalheira', e experienciei...
De fato, externamente é um ariticum maior do que os comuns,  mas por dentro...
A polpa, branca e tenramente fibrosa, inclusive na textura, lembra um filé de peixe sem espinhos. O gosto, pasme!, tem um pouco de fruta-do-conde e outro tanto de musse de maracujá. Ma ra vi lho so! Regozijei-me! Há sementes, que, tal qual as de uma melancia, desgrudam-se facilmente da "carne" frutífera.
Rafael, não me peça se engorda; Mariana, não pergunte se tem muito açúcar. Não saberei responder...
Depois fui, claro, à Wiki, de onde retirei a foto aí acima. O nome é esse mesmo: atemoia.
Em verdade vos digo, não procureis em vão se o que procurais está tão perto... Por que essa frase em estilo religioso clássico? - Simples. É pra reforçar a ideia de que a experiência foi quase mística!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Saber o que se quer

Há algumas épocas da vida em que parece que se sabe tudo. Sabe-se quem é bom, quem não é. Sabe-se sobre a vida, até sobre o que veio antes e depois da vida. Sabe-se sobre assuntos que outros, mais velhos, demoraram anos a saber com profundidade...
Daí se para pra pensar: se os mais velhos demoraram tanto pra saber, é provável que eu também precise desse tempo, afinal não sou ninguém mais do que os outros. Xi! Confundiu tudo...
Daí vem a crise: não se sabe de mais nada! Essa época da vida até dá mote pra uma das frases mais interessantes de parachoques de caminhão: "não me siga, pois também estou perdido..." (melhor que essa, só mesmo a clássica Vou rezar 1/3 pra encontrar 1/2 de te levar pra 1/4.)
Então aos poucos, com muito e muito pensar e analisar, começa-se a descobrir o que realmente se é. Basicamente, começa-se a entender o que interessa e o que não interessa, pois o que interessa é o que realmente faz a vida valer a pena.
Digo apenas que já estou nessa terceira fase.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Um pouco do que é!

Sentar-se longamente, obervando o ritmo geralmente leve da noite, ouvindo música, trocando pareceres e impressões. Falar de música: compor, tocar, interpretar. Resgatar o passado sonoro. Duvidar, argumentar, repudiar. E no carro de portas abertas a música vai tocando, uma depois da outra, como ponteiros mágicos de um relógio, que, nesses caso, sempre andam rápido demais.
Lembrar de pessoas que o passado soterrou. Pensar que talvez estejamos soterrados no passado delas também. Dizer que se gostou de alguém, que se pensava ter amado alguém, e entender que éramos novos demais naquele tempo. Chorar amigos distantes, cuja lembrança impede que o tempo soterre. Sorrir amigos conquistados e que estão perto, ao alcance de um 'oi'.
Entender que Deus, sim; mas religião, provavelmente, não. Será que os deuses não eram mesmo astronautas?
Divertir-se com as conquistas emocionais fugazes e amargurar-se com as derrotas permanentes. Mas refletir: nenhuma perda merece sofrimento tão longo...
Caminhar até a Pedra Branca, mergulhar no Poço das Andorinhas, deveríamos pedalar juntos em todos os lugares. Ir a mais lugares.
Rir, rir, rir mais. Buscar clareza do que puder ser esclarecido, mudar o rumo se a direção for a escuridão. Perseguir o equilíbrio de forma obstinadamente equilibrada. Aceitar a paz, porque a paz está em torno de nós...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Waldemar Petrônio de la Mancha

Esse é o Mancha!
Na verdade, o título da postagem é um nome muito grande pra uma criatura de tão baixo pedigri. Quem o vê, quietinho no cesto preparado só pra ele, nem imagina que ele dormia assim depois de receber uma coça da fauna no derredor da casa, no Bela Vista, em Caxias. Ele ficou fora dois dias, sem dar sinal de vida (custava telefonar pra dizer que voltaria tarde?!!!), e, quando voltou, estava semi-acabado. Tinha até marca de freada de pneu no lombo. Ao entrar em casa com passinhos de bêbado, olhou pra mim e disse (em gatês traduzido, claro):
- Guto, meu querido, não queira estar na minha pele. Eu vi a cara do demônio na noite passada. E ela não é bonita...
Dito isso, desmaiou e ficou outros dois dias na posição em que a foto foi batida. Lógico que levou banho antes disso.
Suponho que na minha ausência, o Mancha vai tornar-se senhor inconteste do chateau do Bela Vista, uma vez ser eu o único que lhe opunha alguma resistência. Eta, gato sortudo: só comer, rezar, amar. O desclassificado só come ração, e das marcas mais caras. Reza sempre pra Santa Márcia, pois ela foi quem o tirou do futuro incerto de quando pequeno, pois vivia no meio de cachorros enormes que o detestavam. Amar? Bem, creio que Mancha ama. Mas de um modo diferente do tradicional, a final... depois da farra dos dois dias fora (era uma rave!), tivemos de "desbolá-lo", senão não demorava nada e já tinha uma gata cheia de filhotes na porta alegando ser ele o pai...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Tem de haver um início!

Começou assim: tava tudo certo (e errado!) em Caxias do Sul (RS) quando fui nomeado professor em Erechim (quase SC!). Sei, poderia ser mais longe, tipo Acre (há quem creia que Acre nem mesmo exista no mapa brasileiro...). Mesmo assim, são 320 km distantes (até há distância mais próxima, mas com muito mais trânsito e perigo). Não dá pra estar em casa todos os fins de semana.
Fui nomeado e vim. Vim sozinho, mala, cuia e talz.
Não tenho nem ideia, e quero dividir isso de não saber o que será. Depois espero falar sobre outras coisas que também não se sabe. É tão chato falar sobre aquilo que sabemos....
To criando o blog pra manter contato, pra trocar ideias. Quem sabe as dúvidas se propaguem... Entre certezas tão chatinhas e dúvidas sinceras, fico com a segunda opção. Mas a ideia é me orientar pra beleza da vida.
Espero adesão de quem quiser compartilhar o que quiser...