sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Um pouco do que é!

Sentar-se longamente, obervando o ritmo geralmente leve da noite, ouvindo música, trocando pareceres e impressões. Falar de música: compor, tocar, interpretar. Resgatar o passado sonoro. Duvidar, argumentar, repudiar. E no carro de portas abertas a música vai tocando, uma depois da outra, como ponteiros mágicos de um relógio, que, nesses caso, sempre andam rápido demais.
Lembrar de pessoas que o passado soterrou. Pensar que talvez estejamos soterrados no passado delas também. Dizer que se gostou de alguém, que se pensava ter amado alguém, e entender que éramos novos demais naquele tempo. Chorar amigos distantes, cuja lembrança impede que o tempo soterre. Sorrir amigos conquistados e que estão perto, ao alcance de um 'oi'.
Entender que Deus, sim; mas religião, provavelmente, não. Será que os deuses não eram mesmo astronautas?
Divertir-se com as conquistas emocionais fugazes e amargurar-se com as derrotas permanentes. Mas refletir: nenhuma perda merece sofrimento tão longo...
Caminhar até a Pedra Branca, mergulhar no Poço das Andorinhas, deveríamos pedalar juntos em todos os lugares. Ir a mais lugares.
Rir, rir, rir mais. Buscar clareza do que puder ser esclarecido, mudar o rumo se a direção for a escuridão. Perseguir o equilíbrio de forma obstinadamente equilibrada. Aceitar a paz, porque a paz está em torno de nós...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Waldemar Petrônio de la Mancha

Esse é o Mancha!
Na verdade, o título da postagem é um nome muito grande pra uma criatura de tão baixo pedigri. Quem o vê, quietinho no cesto preparado só pra ele, nem imagina que ele dormia assim depois de receber uma coça da fauna no derredor da casa, no Bela Vista, em Caxias. Ele ficou fora dois dias, sem dar sinal de vida (custava telefonar pra dizer que voltaria tarde?!!!), e, quando voltou, estava semi-acabado. Tinha até marca de freada de pneu no lombo. Ao entrar em casa com passinhos de bêbado, olhou pra mim e disse (em gatês traduzido, claro):
- Guto, meu querido, não queira estar na minha pele. Eu vi a cara do demônio na noite passada. E ela não é bonita...
Dito isso, desmaiou e ficou outros dois dias na posição em que a foto foi batida. Lógico que levou banho antes disso.
Suponho que na minha ausência, o Mancha vai tornar-se senhor inconteste do chateau do Bela Vista, uma vez ser eu o único que lhe opunha alguma resistência. Eta, gato sortudo: só comer, rezar, amar. O desclassificado só come ração, e das marcas mais caras. Reza sempre pra Santa Márcia, pois ela foi quem o tirou do futuro incerto de quando pequeno, pois vivia no meio de cachorros enormes que o detestavam. Amar? Bem, creio que Mancha ama. Mas de um modo diferente do tradicional, a final... depois da farra dos dois dias fora (era uma rave!), tivemos de "desbolá-lo", senão não demorava nada e já tinha uma gata cheia de filhotes na porta alegando ser ele o pai...

domingo, 16 de janeiro de 2011

Tem de haver um início!

Começou assim: tava tudo certo (e errado!) em Caxias do Sul (RS) quando fui nomeado professor em Erechim (quase SC!). Sei, poderia ser mais longe, tipo Acre (há quem creia que Acre nem mesmo exista no mapa brasileiro...). Mesmo assim, são 320 km distantes (até há distância mais próxima, mas com muito mais trânsito e perigo). Não dá pra estar em casa todos os fins de semana.
Fui nomeado e vim. Vim sozinho, mala, cuia e talz.
Não tenho nem ideia, e quero dividir isso de não saber o que será. Depois espero falar sobre outras coisas que também não se sabe. É tão chato falar sobre aquilo que sabemos....
To criando o blog pra manter contato, pra trocar ideias. Quem sabe as dúvidas se propaguem... Entre certezas tão chatinhas e dúvidas sinceras, fico com a segunda opção. Mas a ideia é me orientar pra beleza da vida.
Espero adesão de quem quiser compartilhar o que quiser...