quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Prazeres quase carnais...

Annona atemoya.jpg

Dei um tempo na loucura ociosa do funcionalismo, meio da tarde, calor saárico, e fui às frutas. Desde que estou aqui, dedico-me diariamente a elas, na tentativa de reduzir a fome voraz das horas do meio-dia e à noite. Além do mais, sei dos benefícios e talz.
Tenho investido nas chamadas "frutas da estação", até por serem mais baratas nesta época. Sendo assim, tenho-me fartado de uvas nas últimas semanas.  Hoje, no entanto, saí fora do padrão. Comprei o que me parecia ser uma tradicional fruta-do-conde. Conheci tal fruta ainda na meninez, chamada fruta-da(e)-China (com C maiúsculo, pra não confundir com certas gaúchas despudoradas) e, um pouco depois, morando na 'pitoresca' (como diria meu pai) Ibirubá, ariticum.
Chegando no caixa, a registradora cobra-me uma ATEMOIA (é "ó", mas pela nova regra,,,). E eu: "O quê? - Isso é ariticum!" A moça do caixa: "É quase igual, mas é atemoia...", meio sem graça, interpretando meu pensamento de reprovação: "nome pomposo pra enganar ignorantes".
Era por unidade, custou 3 reais e 68. Lembrei-me que, não faz muito, havia comido uma fruta-do-conde (que, convenhamos, também tem nome pomposo), ainda em Caxias e o preço não era tão diferente.
Voltei ao IFRS, sentei-me nos bancos dos fundos do prédio, ao som do canto dos canarinhos, longe da 'trabalheira', e experienciei...
De fato, externamente é um ariticum maior do que os comuns,  mas por dentro...
A polpa, branca e tenramente fibrosa, inclusive na textura, lembra um filé de peixe sem espinhos. O gosto, pasme!, tem um pouco de fruta-do-conde e outro tanto de musse de maracujá. Ma ra vi lho so! Regozijei-me! Há sementes, que, tal qual as de uma melancia, desgrudam-se facilmente da "carne" frutífera.
Rafael, não me peça se engorda; Mariana, não pergunte se tem muito açúcar. Não saberei responder...
Depois fui, claro, à Wiki, de onde retirei a foto aí acima. O nome é esse mesmo: atemoia.
Em verdade vos digo, não procureis em vão se o que procurais está tão perto... Por que essa frase em estilo religioso clássico? - Simples. É pra reforçar a ideia de que a experiência foi quase mística!

3 comentários:

  1. Fato que conhecia como Fruta-do-Conde!
    Mas isso é preço de barra de chocolate...

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  2. Salve Amigo!agora blogueiro agora ninguém segura.


    Grande abraço!

    Luciano Cardoso

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  3. Me deu água na boca! É bom sentir gostinho de infância, principalmente quando se pode comer tudo sozinho, esccondido!

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